Nesta terça-feira (7), é celebrado o Dia Mundial da Saúde. Mais que comemoração, a data tem servido ao propósito de refletir a respeito de uma das mais sensíveis áreas da governança pública do Brasil e do mundo. Em Goiás, as tarefas em torno da gestão do sistema público do setor elencaram, para este ano, prioridades que vão da descentralização dos serviços à diminuição das filas por meio do uso eficiente da Inteligência Artificial.
Votada e aprovada pela Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) no final do ano passado, a Lei Orçamentária Anual (LOA) prevê uma destinação de recursos de R$ 5,5 bilhões do total de R$ 53,44 bilhões em recursos públicos previstos para 2026.
Entre as prioridades, a descentralização dos serviços tem recebido especial atenção do poder público em Goiás para o setor. De acordo com informações do governo do Estado, o objetivo é desafogar a demanda nas unidades de saúde pública de Goiânia. Entre 2023 e 2026, foram investidos mais de R$ 10 bilhões em unidades de atendimento especializado e de média complexidade no interior do estado e na região do entorno.
Outro foco é o reforço no aumento da rede de alta complexidade e especialidade, que recebeu R$ 3,6 bilhões em investimentos públicos em 2026. Um exemplo é a expansão do Centro de Oncologia de Goiás (Cora). O objetivo é transformar a unidade no maior centro de tratamento do câncer no Estado.
Emendas parlamentares
Na esteira da descentralização, outra fonte de recursos disponíveis para a rede pública de saúde são as emendas parlamentares impositivas. O caminho é natural, uma vez que integra os esforços de os detentores de mandato proporcional reforçarem suas bases.
Um exemplo é o do Coronel Adailton, deputado estadual por Anápolis, município que recebeu quase 43% dos R$ 2.589.800 em emendas de sua autoria já publicadas no Diário Oficial de Goiás (DOG). Apesar da maioria de suas emendas serem para Anápolis, o parlamentar distribuiu o restante dos recursos por mais nove cidades do interior do Estado.
Entre as destinações desses recursos, destacam-se os montantes direcionados para custear cirurgias, em um total de R$ 423.800, e salas multissensoriais, consideradas instalações importantes para o tratamento de neurodivergentes. Para esses últimos equipamentos, o parlamentar encaminhou mais de R$ 2,16 milhões em emendas.
“Se você pensa em termos de saúde pública, na expansão da capacidade do interior do Estado de prestar serviços mais complexos, como cirurgias, ou fazer um atendimento mais especializado, como esse da demanda crescente dos neurodivergentes, é possível diminuir o excesso de demanda sobre a capital. Isso nos proporciona um sistema de Saúde Pública mais equilibrado, racional e eficiente em atender a população”, destaca Coronel Adailton.